Festival Estudantil Mongaguá de Cultura começa neste sábado (29) com exposição, cerimônia de abertura e espetáculo teatral; no domingo (30), Os Geraldos apresenta montagem com trajetória internacional

Mongaguá terá um fim de semana marcado por cultura, teatro e música com a abertura do 23º Festival Estudantil Mongaguá de Cultura (FEMC). A programação começa neste sábado (29), no Centro Cultural Raul Cortez, na Avenida São Paulo, 3.465, no Vera Cruz, e segue no domingo (30) com mais uma apresentação teatral gratuita. A abertura do festival acontece a partir das 18h, com o Salão de Exposição, que reunirá diferentes manifestações artísticas produzidas a partir da comunidade escolar de Mongaguá. às 19h será realizada a cerimônia oficial de abertura e, às 19h30, o público poderá conferir o espetáculo “Parará – Um Reino pela Música”, do grupo Os Geraldos. Com entrada gratuita e indicação livre, a montagem reúne 11 atores em cena e conta com trilha sonora executada ao vivo, inspirada em ritmos brasileiros como samba, maracatu e baião. A direção é de Douglas Novais, com dramaturgia e direção musical de Everton Gennari. Estreado em 2023, o espetáculo já percorreu diferentes cidades do Estado de São Paulo. A história acompanha uma princesa que não gosta de música e decide bani-la de seu reino, provocando tristeza entre os moradores. Arrependida, ela parte em busca da vila encantada de Parará, onde redescobre o poder transformador da música. A montagem combina elementos visuais, sonoros e emocionais e também aborda questões relacionadas à sustentabilidade, aproximando a cultura popular de temas contemporâneos.

Domingo tem espetáculo com trajetória internacional No domingo (30), às 18h, o Centro Cultural Raul Cortez recebe novamente o grupo Os Geraldos, desta vez com o espetáculo “Saudade”, que chega a Mongaguá após uma trajetória que ultrapassou as fronteiras brasileiras. A montagem já foi apresentada em países como Espanha, Itália, França e Inglaterra, além de ter passado por diferentes estados brasileiros. Em cena, 13 atores conduzem a narrativa por meio de cantos coletivos e canções tradicionais executadas ao vivo em português, espanhol, francês, italiano e latim, sob direção musical de Everton Gennari. Inspirado no conto “Pinguinho”, do escritor maranhense Viriato Corrêa, e em textos do mineiro Rubem Alves, “Saudade” apresenta um vilarejo onde a morte era tratada como uma brincadeira pelas crianças, até que um acontecimento muda definitivamente a percepção dos moradores sobre a perda. A montagem aborda temas como infância, morte e saudade a partir de canções presentes no imaginário coletivo. Em cena, a própria saudade ganha forma como uma presença ativa, sendo cantada, dita e encenada pelos intérpretes. O reconhecimento internacional da obra começou ainda durante a fase de pesquisa, em 2024, quando “Saudade” foi selecionado, entre mais de 200 inscrições de 24 países, pela Convocatória Ibero-Americana de Residências de Criação do Programa Iberescena. Apenas dois projetos foram escolhidos. Para o diretor Douglas Novais, a experiência internacional mostrou a capacidade do espetáculo de criar conexões com públicos de diferentes culturas. “Lá, apresentamos uma primeira versão do espetáculo em espanhol para um público que, no debate pós-espetáculo, parecia tão conectado à obra que foi como se, entre aquele vilarejo catalão e nosso Brasil profundo, não houvesse tanta diferença assim”, relata. Com as duas apresentações, o FEMC inicia sua programação unindo produção artística estudantil, cultura popular e espetáculos de alcance nacional e internacional, oferecendo ao público de Mongaguá atrações gratuitas. A 23ª edição do FEMC começa dia 29 de agosto e vai até o dia 26 de setembro.

Fotos: Divulgação